O Rota do Blues Radio é a versão rádio web (podcast) do primeiro programa da TV brasileira a abordar a história do gênero.
A versão web tem a mesma proposta, contar a história do blues através de suas obras sonoras e seus inúmeros interpretes ao longo de sua história centenária.
Um dos destaques principais do programa é mostrar o blues feito no Brasil através de bate-papos com músicos e afins que vivem o cenário do blues nacional.
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The Route of Blues Radio is the web podcast radio version from the first brazilian television program about the history of the gender .
The web version has the same purpose, tells the history of blues thru the sounds and stuffs of their several interprets along this centenary way.
One of the highlights is show the blues made in Brazil over the interviews of the brazillian blues musicians.
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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Morre um dos pais do Rock'Roll


BO DIDDLEY - 1928 - 2008

Por Jim Loney

MIAMI (Reuters) - O pioneiro do rock 'n' roll Bo Diddley, que influenciou roqueiros de Buddy Holly ao U2, morreu na segunda-feira aos 79 anos.

Diddley morreu de falência cardíaca em sua casa em Archer, Flórida, disse em comunicado à imprensa a agência que o empresariava, a Talent Consultants International.

"Um dos pais fundadores do rock'n'roll deixou o edifício que ajudou a construir", disse o comunicado.

Bo Diddley sofreu um acidente vascular cerebral durante um show no Iowa em maio do ano passado e foi hospitalizado em Omaha, Nebraska. Em agosto do ano passado, sofreu um ataque cardíaco na Flórida.

Em uma carreira que cobriu mais de cinco décadas, ele compôs um conjunto substancial de clássicos do rock, incluindo "Who Do You Love", "Bo Diddley", "Bo Diddley's a Gunslinger", "Before You Accuse Me", "Mona", "I'm a Man" e "Pretty Thing".

Ele os tocava em uma guitarra retangular que era sua marca registrada, em muitos casos ao ritmo de sua "batida Bo Diddley", semelhante à da rumba, que conferiu uma base rítmica poderosa ao rock'n'roll.

Ao lado de contemporâneos como Chuck Berry e Little Richard, Bo Diddley fez parte de um grupo pioneiro de artistas negros que atravessaram a divisão racial americana para criar música que agradava ao público branco e era imitada por artistas brancos.

Embora Diddley tenha gravado relativamente poucos sucessos que lideraram as paradas, sua participação fundamental nos anos de formação do rock foi reconhecido quando ele foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll, em 1987, e com o Grammy que recebeu em 1998 pelo conjunto de sua obra.

Trajetória

Nascido em McComb, Mississippi, em 1928, com o nome de Ellas Bates, ele assumiu o sobrenome McDaniel de sua mãe adotiva e, quando garoto, tocava violino clássico.

Ele ganhou o apelido de Bo Diddley ainda adolescente, depois de se mudar para Chicago, onde, nos anos 1940, começou a tocar nas ruas.

Inspirado pelo clássico "Boogie Chillen", do músico de blues John Lee Hooker, Diddley usou sua habilidade no violino para criar um som de guitarra que deitou as bases da música funk dos anos 1960.

Ele ficou famoso em meados dos anos 1950 com a canção que virou sua marca registrada, "Bo Diddley".

O ritmo e o som único da guitarra de Bo Diddley influenciaram gerações de roqueiros, desde Elvis Presley a Bon Jovi. Keith Richards e Ron Woods, dos Rolling Stones, e Richie Sambora, do Bon Jovi, tiveram participações em alguns de seus discos, e o próprio Bo Diddley tocou com grupos como The Clash e The Grateful Dead.

Em entrevista que deu ao The Sydney Morning Herald em março de 2007, Diddley insistiu que era o verdadeiro pai do rock, dizendo: "Little Richard veio dois ou três anos mais tarde, ao lado de Elvis Presley. Em outras palavras, eu fui o primeiro."

Bo Diddley criticava duramente o rumo tomado pela música negra americana nos últimos anos, dizendo à Reuters que o rap "gangsta" fazia seu sangue ferver.

"Odeio (o gangsta rap). Chamo isso de rap-crap (rap de merda)", disse Diddley em entrevista de 1996. "Parece que não consigo que toquem meus discos, mas tocam esse lixo todo."

Nos últimos anos, Bo Diddley continuava a fazer turnês e gravar discos porque, entre outras razões, dizia que precisava do dinheiro.

Fonte - Reuters Brasil

Um comentário:

Silvana disse...

Oi, Edu! Estou aqui, nesse momento, em Salvador, ouvindo e me amarrando no podcast do primeiro programa. Que demais, cara!Que coisa bacana! Já virei fã. Parabéns pela iniciativa!

Olha, vai ser uma honra ouvir Jean Mitchell neste espaço. Só tenho a te agradecer muito, muito mesmo! O blues merece!!!
P.S. Quando ficar pronto, coloca o link lá no meu blog, pra que a galera possa ouvir e conhecer teu programa! De qualquer forma, vou ficar ligada. Quarta edição, né?